Brasil tem média móvel de mortes por Covid menos de 1.000 para 1ª de tempo desde 20 de janeiro | Política Livre

Foto: Tiago Queiroz / Estadão / Arquivo País chegou sábado a uma média móvel de mortes de 991 31 de julho de 2021 | 20:17

O Brasil tem mortes médias móveis por Covid menos de 1.000 por 1ª vez desde 20 de janeiro

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A média móvel de mortes por Covid no Brasil teve baixa de 1.000 no sábado (31) pela primeira vez desde 20 de janeiro deste ano, quando tinha 983 anos. Foram 192 dias seguidos de números acima de 1.000 vidas perdidas por dia. Nesse período, o país perdeu mais de 344 brasileiros para o Covid.

O país alcançou neste sábado uma média móvel de 991 mortes. O Brasil registrou 925 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando a 556.437 vidas perdidas desde o início da pandemia.

Em janeiro, até então o último registro do ano com as médias móveis abaixo de 1.000, mas já com as tendências de crescimento desde novembro, o Brasil havia iniciado recentemente a imunização da população.

A enfermeira Monica Calazans, de 54 anos, que trabalha na UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, foi a primeira vacinada, em evento no dia 17 de janeiro. Naquela época, outros países do mundo já haviam iniciado a vacinação.

A situação da pandemia no país já vinha se agravando com o advento da variante de gamut (conhecido anteriormente como P. 1) desde os últimos meses de 2020. E exemplo do que deveria ter vindo ao Brasil já ocorreu em janeiro mesmo, com a situação dramática de Manaus. Nos meses seguintes, o país conviveu com a cepa sobre a disponibilidade de oxigênio e medicamentos para intubação para pacientes com Covid.

Entre os 191 dias seguidos de médias acima de 1.000 mortes por dia, 61 foram de dados superiores a 2.000 mortes diariamente, 55 delas consecutivas, entre março e início de abril. Em meio a grande parte desses momentos críticos, a vacinação ainda caminhava lentamente no país, com a baixa oferta de imunizantes, o que tem feito críticas crescentes ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

O presidente, ainda em 2020, levantou objeções e dúvidas quanto às vacinas contra o Covid. Daí veio a já famosa frase dita em dezembro de 2020 sobre o risco de virar um jacaré depois de tomar a vacina da Pfizer (“Se você transformar um jacaré, é o seu problema”). Mas o presidente devolveu boa parte de seus ataques especificamente ao Coronavac, vacina produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, ligada ao governo paulista, e usada como ativo pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seu rival político.

Os ataques não pararam, mesmo depois que a vacina do Butantan encabeçava por tempo considerável a imunização no país. Em julho deste ano, Bolsonaro voltou a colocar em dúvida, sem apresentar provas, a eficácia de Coronavac. O presidente também disse que “até hoje Coronavac não tem comprovação científica”, o que é uma afirmação falsa.

Ameio as médias móveis de mortes acima de 2.000, a lenta vacinação, a defesa continuada, por parte de Bolsonaro e seu governo, de medicamentos de eficácia contra o Covid e além do incentivo do presidente a comportamentos de risco, começaram a CPI do Covid.

A situação em 2021 provocada pela variante gama é consideravelmente pior do que a observada durante todos os 2020. No ano passado, a média móvel de mortes ficou 31 dias seguidos acima de 1.000 mortes por dia, entre julho e o início de agosto, o tempo em que começou a diminuir.

A média de morte móvel média mais alta de 2020 foi de 1.097, registrada em 25 de julho.

Em comparação, até o momento, em 2021, a média móvel mais alta foi de 3.125 mortes por dia, em 12 de abril. Houve sete dias este ano em média acima de 3.000.

A média é uma ferramenta estatística que busca ameliorar grandes variações nos dados, já que geralmente ocorrem nos fins de semana e feriados. É calculado pela soma do número de mortes dos últimos sete dias e da divisão do resultado por sete.

A média móvel de casos também mostra a situação crítica do país em 2021 e a atual ainda de descontrole da pandemia, apesar das diminutas recentes nos dados do Covid.

Em 23 de junho deste ano, a média móvel de casos chegou ao valor mais alto registrado em toda a pandemia, 77.295 infecções registradas diariamente. Vale lembrar aqui da subnotificação de casos no país devido à ausência de uma política de testes e rastreamento em massa.

Em 2020, o valor de caso médio mais alto foi alcançado em 22 de dezembro, 49.395 infecções por dia.

Hoje, perto do início de agosto de 2021, a situação não é muito mais tranquila do que nos piores dias do ano passado. A média móvel de casos é de 35.541 e a de óbitos é de 991, números não muito distantes dos de julho de 2020, pior mês da pandemia, até aquele momento.

De acordo com dados das secretarias estaduais de Saúde, o país já tem mais de 100.677.686 pessoas imunizadas com a primeira dose e 41.403.032 completamente imunizadas (com duas doses ou com a aplicação de Janssen, que é de dose única).

Os dados do país, coletados até 20h, são fruto da colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia da novo coronavirus. As informações são coletadas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias estaduais de Saúde.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçava sondar dados, adiou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação do total de casos e totais de morte. Além disso, o governo liberou dados conflitantes.

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Fonte: politicalivre.com.br/2021/07/brasil-tem-media-movel-de-mortes-por-covid-menor-que-1-000-pela-1a-vez-desde-20-de-janeiro

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