Na manhã de hoje (14), a Defensoria Pública do Estado da Bahia, localizada na Av. Ulysses Guimarães, 3386, Sussuarana, Salvador – BA, realizou a cerimônia de instalação do Banco Vermelho, que é o símbolo internacional de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra a mulher.
A iniciativa integra uma mobilização internacional de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra a mulher, utilizando o Banco Vermelho como símbolo de alerta, memória e conscientização social. Mais do que um elemento físico, o Banco Vermelho representa um chamado à sociedade para refletir sobre a urgência do combate à violência de gênero e a responsabilidade coletiva na proteção das mulheres.
A ação também reforça o compromisso institucional da Defensoria com a defesa dos direitos das mulheres e a promoção de políticas públicas voltadas à prevenção e enfrentamento da violência. O evento faz parte de um conjunto de iniciativas que buscam ampliar o debate, fortalecer a rede de apoio e incentivar a denúncia, além de sensibilizar a população sobre a importância do respeito e da proteção à vida.
Em entrevista com a coordenadora do Núcleo de Defesa das Mulheres, Dra. Carolina de Araújo, ela informa que o Banco Vermelho é um elemento visual impactante para lembrar a todas as pessoas que entrarem no prédio, que passarem por suas portas e utilizarem seus serviços, de que mulheres, muitas mulheres, cerca de 4 por dia, estão sendo vítimas de feminicídio no Brasil. Como a Defensoria Pública possui o núcleo especializado de defesa das mulheres, cabe à instituição defender os direitos das mulheres, o direito delas viverem com independência, com liberdade, com justiça e com dignidade. Segundo ela, o Banco Vermelho, que já esteve no Tribunal de Justiça e no Ministério Público, agora está na Defensoria para servir como emblema no enfrentamento à violência contra as mulheres.

Na cerimônia estiveram presentes a defensora-geral Camila Canário; a coordenadora do Nudem Bahia, Carolina de Araújo; a reitora da Faculdade Uninassau Salvador, Cecília Queiroz; a tenente-coronel Roseli Ramos, do Batalhão de Policiamento de Proteção à Mulher (BPPM); a ouvidora-geral da DPE/BA, Tamikuã Pataxó; a procuradora da República do Ministério Público Federal, Melina Castro; a deputada estadual Ludmila Fiscina; os coordenadores de Direitos Humanos da DPE/BA, Cláudia Ferraz e Alex Raposo; além de membros da Administração Superior da DPE/BA, entre outros.
