O deputado estadual Manuel Rocha (União Brasil), presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia, destacou nesta quarta-feira (8) a expectativa de novos investimentos no setor agropecuário baiano com a renovação do contrato de concessão da Neoenergia Coelba por mais 30 anos.
A previsão é de aproximadamente R$ 16 bilhões em aportes na rede elétrica do estado, o que reacende a esperança de produtores rurais que há anos cobram melhorias no fornecimento de energia e ampliação da infraestrutura elétrica.
Segundo o parlamentar, a deficiência no setor energético é um dos principais entraves para o crescimento do agronegócio baiano.
“O agro baiano tem um potencial enorme de crescimento, mas há muito tempo esbarra em um gargalo grave: a falta de energia de qualidade e de capacidade instalada para atender novos projetos”, afirmou.
Gargalo histórico trava crescimento no interior
Manuel Rocha ressaltou que regiões estratégicas como o Oeste baiano e o Vale do São Francisco enfrentam problemas recorrentes, como oscilações no fornecimento, interrupções e ausência de rede suficiente para suportar projetos de irrigação, agroindústria e expansão produtiva.
De acordo com ele, esses entraves impedem que investimentos já estruturados saiam do papel.
“Sem energia, não há irrigação, não há agroindústria, não há geração de valor no campo”, destacou o deputado, ao reforçar que há empreendimentos capazes de gerar milhares de empregos aguardando melhorias na infraestrutura elétrica.
Cobranças por melhorias e planejamento
O deputado também lembrou que a Comissão de Agricultura da ALBA tem atuado de forma constante na cobrança por soluções, promovendo audiências públicas e reuniões com representantes da concessionária.
Entre as principais demandas estão a definição de um cronograma claro de investimentos, expansão da rede elétrica e modernização dos serviços, especialmente nas regiões do interior.
“O setor produtivo precisa de respostas. O que esperamos agora é que esses investimentos anunciados saiam do papel e se transformem em obras concretas”, pontuou.
Nova fase pode impulsionar economia da Bahia
Para Manuel Rocha, a renovação da concessão representa uma oportunidade estratégica para corrigir falhas históricas e impulsionar o desenvolvimento econômico do estado.
A expectativa, segundo ele, é que a execução eficiente dos investimentos possa destravar projetos importantes, atrair novos investidores e fortalecer toda a cadeia produtiva do agronegócio.
“Se esses investimentos forem executados de forma séria e planejada, teremos condições de gerar emprego, renda e crescimento. A Bahia precisa disso, e o campo está pronto para crescer”, concluiu.
