Itaú usa ‘tag’ da estrada de pedágio para veículos como estratégia para reter clientes

Na guerra cada dia mais acirrada para manter e conquistar clientes, o Itaú Unibanco está adotando mais uma arma. Em parceria com a ConnectCar, empresa da qual detém a metade da capital, o banco anunciou o lançamento do Tag Itaú. O adesivo, que permite a passagem automática por todos os pedágios e mais de mil estacionamentos do País, será oferecido sem mensalidades aos seus cerca de 60 milhões de clientes-e também para quem quiser vir a ter relação com o banco. A oferta será iniciada pelos clientes do cartão de crédito da instituição e, até o final do ano, estará disponível para todos, inclusive os da operação Iti digital.

A isenção em serviços do gênero, para parte ou a totalidade dos clientes, já vinha sendo uma estratégia utilizada pelo Itaú, como por alguns de seus concorrentes, como Bradesco, C6 Bank e Inter, que trabalham ao lado de outros parceiros de tecnologia, como o Veloe e Greenpass.

Para o diretor administrativo da área industrial da consultoria Roland Berger Brasil, Marcus Ayres, esta é uma área que o setor financeiro deverá contestar com cada vez mais afinação, uma vez que pedágios e estacionamentos são apenas a “ponta do iceberg” em relação ao que é possível cobrar via uma tag. Ayres lembra que Nenhum Parar, líder do segmento, já se firmou em parcerias com o McDonald’s para uso de seu serviço na drive-thru.

Modelo de negócio

Para o Itaú, é uma mudança na forma de encarar o próprio serviço ConnectCar, que se torna menos independente e mais uma ferramenta para agradar o cliente do banco. “É uma maneira diferente de encarar esse investimento que já fizemos há anos na ConectCar”, admitiu ontem o diretor e membro do comitê executivo do Itaú Unibanco Alexandre Zancani.

Agora, em vez de trazer o faturamento com a venda dos adesivos magnéticos que permitem o pagamento automático de pedágio e estacionamentos, a Tag Itaú contribuirá para a retenção de clientes e com a geração de mais engajamento. “É uma mudança no modelo de negócio para o Itaú”, declarou Zancani, que espera ver o banco continuar a ganhar “com a maior vinculação e venda de outros produtos”.

Com isso, a maior parte da remuneração do serviço de “tag” vai de henchstand para vir do banco, e não mais dos clientes finais. “A ConnectCar sofre custo de aquisição de clientes praticamente zerados, e é remunerada pelo Itaú”, disse o presidente da empresa, Felix Cardamone.

De acordo com ele, os investimentos que capacitam a empresa para ganhar escala já foram feitos, e o novo modelo, que vai expandir sua base exponencialmente, só vai acelerar o retorno. Segundo Ayres da Roland Berger, como o serviço de tags de pagamento se popularizou, a “barreira de entrada” de novos entrantes no setor diminuiu.

Dessa forma, hoje existem desde serviços que possuem os pedágios e estacionamentos como os negócios centrais (como o Sem Parar), empresas que possuem bancos como parceiros (caso da Veloe e ConnectCar) e também startups prontas para oferecer toda a operação tecnológica da oferta a terceiros (Greenpass).

Mudar Societal

A Connect Car seguirá oferecendo seus pacotes de serviços para aqueles que não têm nenhuma relação com o Itaú Unibanco, mas, antes de rever seu modelo de negócio com o parceiro e lançar o Tag Itaú, fez um rearranjo societário. No lugar do grupo Ultra, que ocupou a outra metade da capital, entrou em Porto Seguro.

A operação ainda aguarda a aprovação das autoridades e, de acordo com Cardamone, uma vez que a substituição seja aprovada na capital, espera-se que o Porto, que é líder no segmento de seguros de automóveis, também lance facilidades para os seus clientes com a tag.

A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com.br/economia/1838730/itau-usa-tag-de-pedagio-para-veiculos-como-estrategia-para-reter-clientes?utm_source=rss-economia&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed

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