Mais de 626 mil pessoas ainda estão fora de casa no Rio Grande do Sul

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Em 27 de abril, o Rio Grande do Sul começou a enfrentar o que se tornaria o maior desastre climático de sua história. Chuvas intensas deram início a uma sequência de eventos trágicos que se agravaram dois dias depois, resultando em um mês de calamidades. Até agora, o estado contabiliza 169 mortes, 806 feridos e 44 desaparecidos. Mais de 626,7 mil pessoas ainda não conseguiram retornar às suas casas, sendo que 45 mil estão vivendo em abrigos emergenciais. As enchentes afetaram 2,34 milhões de pessoas, aproximadamente 21,56% da população do estado, e causaram danos em 473 dos 497 municípios.

A infraestrutura estadual sofreu impactos severos. Mais de 60,8 mil residências e pontos comerciais permanecem sem energia elétrica. Apesar disso, o abastecimento de água tratada já foi normalizado, e os serviços de telefonia e internet operam normalmente. No entanto, as rodovias estaduais ainda enfrentam 62 trechos bloqueados devido aos danos causados pelas chuvas. O Aeroporto Internacional Salgado Filho continua com suas operações suspensas, enquanto 14 aeroportos regionais mantêm suas atividades.

O setor educacional também foi duramente atingido. Ao todo, 1.078 escolas em 250 municípios foram afetadas, impactando 392 mil estudantes. Das escolas afetadas, 576 foram danificadas, responsáveis por 218.065 alunos. Algumas dessas escolas estão sendo usadas como abrigos temporários. Das 2.338 escolas de educação básica no estado, 2.023 já retomaram as aulas, enquanto 315 ainda não voltaram ao funcionamento normal.

Além das perdas humanas e materiais, as operações de resgate têm sido intensas. Até o momento, 77.729 pessoas foram resgatadas e 12.527 animais retirados das áreas afetadas. As operações de resgate e assistência continuam sendo uma prioridade para mitigar os efeitos devastadores deste desastre sem precedentes no estado.

A resposta ao desastre tem sido marcada pela solidariedade e resiliência da população gaúcha. Equipes de resgate, voluntários e organizações de assistência estão trabalhando incansavelmente para prestar socorro e apoio às vítimas, além de iniciar a reconstrução das áreas devastadas. A mobilização social e a ajuda mútua estão se mostrando cruciais para superar os desafios e reconstruir as comunidades afetadas.

Este evento catastrófico serve como um lembrete da vulnerabilidade das regiões às mudanças climáticas e da necessidade de políticas públicas eficazes para a prevenção e gestão de desastres naturais. O Rio Grande do Sul está passando por um momento de grande dificuldade, mas a determinação e o espírito comunitário de sua população são promissores para um futuro de recuperação e reconstrução.

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