Os planos de saúde de todo o Brasil passaram a cobrir, a partir desta segunda-feira (1º), o contraceptivo Implanon, destinado a mulheres entre 18 e 49 anos. A medida foi aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 8 e amplia o acesso a um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis atualmente.
A decisão acompanha a iniciativa do Ministério da Saúde, que anunciou a distribuição do produto na rede pública. O governo prevê ofertar 1,8 milhão de implantes pelo SUS até 2026, sendo 500 mil ainda em 2025, com investimento de R$ 245 milhões.
Fabricado pela empresa Organon, o Implanon tem preço médio que varia entre R$ 2 mil e R$ 4 mil na rede privada. O método é um pequeno bastão de plástico flexível, medindo cerca de 4 cm de comprimento por 2 mm de diâmetro, que contém 68 mg de etonogestrel. O implante é aplicado sob a pele, na região do braço, com anestesia local e somente por médico ou enfermeiro treinado na técnica.
De acordo com a fabricante, o Implanon apresenta eficácia de 99,95% na prevenção da gravidez indesejada — a maior entre todos os métodos contraceptivos disponíveis atualmente.
Com essa inclusão, mulheres brasileiras passam a ter mais opções de planejamento reprodutivo tanto na saúde suplementar quanto no sistema público, fortalecendo o acesso a métodos modernos e seguros.
