Taxa de custódia do Tesouro Direto cai para 0,2% em janeiro | Política Livre

Foto: Marcello Casal Jr. /Arquivo / Agência Brasil Taxa de custódia do Tesouro Direto cai para 0,2% em janeiro 2 de janeiro de 2022 | 19:59

Taxa de custódia do Tesouro Direto cai para 0,2% em janeiro

Economia

A partir de 1º de janeiro, o investidor com recursos no Tesouro Direto pagará menos para manter o dinheiro aplicado. A taxa de custódia dos títulos cairá de 0,25% para 0,2% do valor dos papéis.

De acordo com o Tesouro Nacional, a redução da taxa atende a um comprometimento firmado entre o Tesouro e o B3 para monitorar as condições do mercado e aproveitar oportunidades para barrar permanentemente a taxa cobrada para a bolsa de valores. Em nota, o órgão disse que as mudanças pretendem tornar o Tesouro Direto mais barato, acessível, com liquidez e seguro para os investidores. De acordo com o órgão, a democratização dos títulos públicos a pessoas físicas ajuda a sociedade a ter mais educação financeira e a entender como o próprio governo se financia.

A medida foi anunciada em outubro, durante a Semana do Investidor, promovida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em parceria com a B3, a bolsa brasileira. A custódia (manutenção) dos títulos públicos comprados por pessoas físicas é até a bolsa de valores, que recebe uma remuneração pelo serviço duas vezes por ano, uma em janeiro e outra em julho.

Histórico No início do Programa Tesouro Direto, em 2002, bancos e corretoras cobraram taxa de administração, e a B3 teve taxa de custódia de 0,5%. Ao longo dos anos, as taxas de administração deixaram de existir e a taxa de custódia baixou progressivamente, até chegar a 0,3% em 2019. Naquele ano, a taxa de custódia caiu para 0,25%.

Além disso, em agosto de 2020, os investimentos de até R$ 10 no Tesouro Selic, título corrigido pelo juro básico da economia, passaram a ser isentos da taxa de custódia. Apenas saldos acima desse valor aplicado no Tesouro Selic são cobrados.

Além dos encargos semestrais, a taxa de custódia incide sobre o pagamento de juros, a venda do título a terceiros ou o fechamento da posição do investidor, com o formulário de cobrança definido pelo evento que ocorre primeiro.

Captação de recursos O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas adquiram títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional compromete-se a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou um conjunto de taxa com antecedência no caso dos papéis pré-fixados.

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Fonte: politicalivre.com.br/2022/01/taxa-de-custodia-do-tesouro-direto-cai-para-02-em-janeiro

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