Sessão da AL-BA cai por falta de quórum e votações de empréstimos do governo são adiadas após tensão entre bancadas

POLÍTICA

A sessão ordinária da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) realizada na tarde desta quarta-feira (26) foi encerrada por falta de quórum, interrompendo a expectativa de votação para autorizar empréstimos solicitados pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). A deliberação acabou travada após novas tensões entre as bancadas do governo e da oposição, que acusou quebra de acordo.

A previsão era de que o plenário analisasse a autorização para contratação de um empréstimo de R$ 2 bilhões junto ao Banco do Brasil, cuja urgência foi aprovada na semana passada. Além disso, também era aguardada a apreciação de um requerimento de urgência referente a outro empréstimo, desta vez de R$ 300 milhões na Caixa Econômica Federal, discussão que havia sido adiada após entendimento entre os parlamentares.

A aprovação anterior da urgência da operação de crédito de R$ 2 bilhões provocou desconforto entre os oposicionistas, que alegaram falta de quórum no momento da votação. Durante a sessão desta quarta, o deputado Sandro Régis (União) afirmou que o acordo firmado entre as lideranças não estaria sendo cumprido. Segundo ele, o líder da oposição, Tiago Correia (PSDB), e o líder do governo, Rosemberg Pinto (PT), haviam combinado que votações de urgência só ocorreriam com quórum suficiente em plenário.

A sessão foi derrubada após Sandro Régis solicitar a verificação de quórum ainda no pequeno expediente, o que foi criticado por Rosemberg. O governista argumentou que existe um acordo informal entre os deputados para não solicitar confirmação de presença antes do início das votações.

“Acho muito ruim que a gente faça esse tipo de posicionamento. Acho que faz bem, até para preservar a boa relação que construímos ao longo desses anos, que a gente revisse isso, seguisse o pequeno expediente. Quebrar acordo é algo muito ruim para a Casa Legislativa”, declarou Rosemberg.

A resposta veio imediatamente de Sandro Régis, que rebateu afirmando que a base governista seria a principal responsável por descumprir acordos.

“É muito bonito ver o discurso de quebra de acordo nessa Casa quando diversos acordos já foram quebrados. Na semana passada, foi acordado que a urgência do empréstimo só votaria se houvesse quórum e deputado no plenário e assim não foi feito. Se aprovou urgência nesse plenário sem quórum e sem deputado nesse plenário. Se você for enumerar os acordos quebrados nessa Casa, os acordos são quebrados em favor do governo, não da oposição”, criticou o parlamentar.

Com o impasse, as votações sobre os empréstimos continuam indefinidas, ampliando o desgaste entre as bancadas e adiando decisões consideradas estratégicas pelo governo do estado.

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