A disputa judicial pela histórica Taça das Bolinhas ganhou um novo capítulo. A Justiça Federal de São Paulo voltou atrás na decisão que determinava a entrega definitiva do tradicional troféu ao São Paulo Futebol Clube, após acolher um recurso apresentado pelo Flamengo.
A nova decisão, proferida pela 12ª Vara Cível Federal de São Paulo, concluiu que a competência para decidir o destino do troféu é da Justiça Federal do Rio de Janeiro. Até que haja uma definição, a Taça das Bolinhas permanecerá sob a guarda da Caixa Econômica Federal.
Flamengo mantém confiança na disputa
Em nota oficial, o Flamengo afirmou que segue confiante em obter o reconhecimento definitivo de seu direito sobre a Taça das Bolinhas, considerada um dos símbolos mais emblemáticos da história do Campeonato Brasileiro.
A disputa entre Flamengo e São Paulo se arrasta há anos e envolve interpretações diferentes sobre quem foi o primeiro clube a cumprir os critérios estabelecidos para receber o troféu.
Entenda a polêmica da Taça das Bolinhas
Criada em 1975 pela então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), atual CBF, a Taça das Bolinhas foi idealizada para premiar o primeiro clube que conquistasse o Campeonato Brasileiro três vezes consecutivas ou cinco vezes de forma alternada.
O Flamengo sustenta que alcançou o pentacampeonato nacional em 1992. No entanto, a reivindicação está diretamente ligada ao controverso Campeonato Brasileiro de 1987.
Em 2011, a CBF publicou uma resolução reconhecendo o Flamengo como campeão brasileiro daquele ano. Porém, em 2018, uma decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou o Sport Club do Recife como o único campeão legítimo da edição de 1987.
Com esse entendimento jurídico, o São Paulo passou a ser considerado o primeiro clube a conquistar cinco títulos brasileiros de forma reconhecida oficialmente, marca alcançada com a conquista do Brasileirão de 2007.
Caso segue sem definição
Com a mudança de entendimento da Justiça Federal de São Paulo, o processo será conduzido pela Justiça Federal do Rio de Janeiro. Até que haja uma decisão definitiva, a tradicional Taça das Bolinhas continuará sob custódia da Caixa Econômica Federal, mantendo aberta uma das maiores disputas jurídicas da história do futebol brasileiro.
