Rui Costa articula espaço no governo Jerônimo e mira presidência da Embasa

BAHIA

Senador eleito tenta ampliar influência na gestão estadual após veto ao retorno à Casa Civil de Lula; Marcus Cavalcanti aparece entre os nomes cotados para cargos estratégicos.

O senador eleito Rui Costa (PT) tem buscado ampliar sua influência no governo da Bahia por meio de articulações para indicações a cargos estratégicos da gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Após ter o retorno à chefia da Casa Civil do presidente Lula praticamente descartado, o petista tenta compensar a perda de espaço no governo federal com movimentações no cenário estadual.

Entre as principais articulações está a tentativa de acomodar Marcus Cavalcanti, atual secretário especial do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), em uma função de destaque na administração baiana.

De acordo com informações de bastidores, dois cargos estariam no radar: a Secretaria da Fazenda, atualmente comandada por Manoel Vitório, e a presidência da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa).

Rui Costa tenta ampliar influência no governo Jerônimo

Apesar do papel de destaque desempenhado por Rui Costa na campanha de reeleição de Jerônimo Rodrigues, o senador eleito ainda possui menos espaços na estrutura estadual do que o senador Jaques Wagner (PT), segundo a avaliação apresentada nos bastidores políticos.

A disputa por influência no governo baiano se intensificou desde março de 2023, quando Aline Peixoto, esposa de Rui Costa, foi indicada para o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). A nomeação teve oposição de Jaques Wagner, ampliando o desgaste político entre os dois integrantes do PT.

Agora, com a possibilidade de mudança na presidência da Embasa, Rui Costa busca ampliar sua participação nas decisões do governo estadual.

Embasa deve ter mudança na presidência

O governador Jerônimo Rodrigues deve promover mudanças na presidência da Embasa durante sua segunda gestão. O objetivo oficial é reoxigenar a estrutura da empresa pública, que desde fevereiro de 2025 é comandada por Gildeone Almeida Santos, funcionário de carreira da estatal.

Entre os nomes cotados para assumir a presidência estão Rita de Cássia Sarmento Bonfim, ex-diretora de Empreendimentos da Embasa, e Cícero Monteiro, ex-presidente do Conselho de Administração da empresa.

Cícero iniciou sua trajetória profissional na própria Embasa e também teve atuação na política baiana. Após não conseguir se eleger deputado estadual, foi nomeado pelo governador Jerônimo Rodrigues para o cargo de assistente especial da Casa Civil.

A possível substituição de Gildeone também envolve articulações de diferentes grupos políticos que integram a base governista.

Marcus Cavalcanti é cotado para cargos estratégicos

Marcus Cavalcanti, atual secretário especial do Programa de Parcerias e Investimentos, aparece como um dos nomes defendidos por Rui Costa para ocupar posições de destaque no governo estadual.

Além da presidência da Embasa, a Secretaria da Fazenda também estaria entre as possibilidades. O órgão é comandado por Manoel Vitório desde a gestão de Jaques Wagner, o que torna uma eventual mudança ainda mais relevante no contexto das disputas internas do grupo governista.

Para a presidência da Embasa, Rui Costa contaria com o apoio de integrantes de outras legendas da base, incluindo o PDT, ligado ao deputado federal Félix Júnior.

Disputa política envolve diferentes grupos da base governista

O atual presidente da Embasa, Gildeone Almeida Santos, chegou ao cargo com o aval do secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, e do deputado estadual eleito Júlio Pinheiro, ex-prefeito de Amargosa.

Antes de Gildeone, a empresa era presidida por Leonardo Góes, indicado por Jaques Wagner. Ele deixou a função para assumir uma diretoria na Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

A possível mudança na direção da Embasa, portanto, ocorre em meio às articulações de diferentes lideranças políticas da base de Jerônimo Rodrigues.

Até o momento, os nomes mencionados permanecem no campo das articulações e especulações políticas. A definição sobre a presidência da estatal dependerá de decisão do governador.

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