Datafolha: rejeição a Flávio Bolsonaro é de 46%; Lula tem 45%

BRASIL

Levantamento mostra índices próximos de rejeição entre os candidatos à Presidência; pesquisa ouviu 2.520 eleitores entre os dias 20 e 22 de outubro de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais.

A três dias do segundo turno das eleições presidenciais, 46% dos eleitores afirmam que não votariam de jeito nenhum no senador Flávio Bolsonaro (PL), enquanto 45% dizem o mesmo em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dados são da pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (22).

O levantamento aponta uma diferença de apenas um ponto percentual entre os candidatos, dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Quando considerados também os eleitores que rejeitam os dois nomes, os índices de rejeição chegam a 48% para ambos.

Na pesquisa anterior, realizada na semana precedente, Flávio Bolsonaro registrava 44% de rejeição, enquanto Lula aparecia com 46%. Os números mais recentes indicam uma oscilação nos índices dos dois candidatos, sem uma diferença estatisticamente conclusiva.

Polarização marca a disputa presidencial

A proximidade dos índices de rejeição ocorre em uma eleição marcada pela polarização entre os campos políticos ligados ao PT e ao bolsonarismo.

No primeiro turno, os candidatos que não avançaram para a etapa final tiveram participação reduzida na votação. Entre eles estava Augusto Cury (Avante), que obteve 2,89% dos votos válidos, segundo os dados apresentados no levantamento original.

Candidatos como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além de Augusto Cury, declararam apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, conforme as informações divulgadas.

Com a disputa concentrada nos dois candidatos, a capacidade de conquistar eleitores que votaram em outras candidaturas ou que ainda demonstram resistência aos finalistas tornou-se um dos pontos de atenção da campanha.

Debate e ataques entre candidatos

A campanha do segundo turno também foi marcada pelo aumento das críticas mútuas na propaganda eleitoral e nos debates televisivos.

O confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro realizado pela Band no domingo (18) recebeu críticas de observadores em relação ao tom dos embates e à predominância de acusações pessoais sobre a discussão de propostas.

Nesse cenário, os índices de rejeição representam um indicador relevante para compreender os desafios enfrentados pelas duas campanhas. A resistência a um candidato, porém, não significa necessariamente que o eleitor votará no adversário: também pode resultar em voto branco, nulo ou, em alguns casos, mudança de decisão.

Como foi feita a pesquisa Datafolha

O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo. Segundo os dados divulgados, foram realizadas 2.520 entrevistas entre os dias 20 e 22 de outubro de 2026.

A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-09709/2026.

Os resultados retratam as opiniões dos eleitores entrevistados no período da pesquisa e não representam, isoladamente, uma previsão do resultado das urnas.

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