Senador participou de roda de conversa com Erika Hilton no Samba da Democracia e defendeu a continuidade das manifestações populares diante de um Congresso Nacional mais conservador.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) destacou a participação dos jovens nas mobilizações em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante uma roda de conversa com a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), realizada nesta quarta-feira (21), no evento Samba da Democracia, em Salvador.
Durante o encontro, Wagner afirmou que a participação dos jovens nas manifestações nas ruas e nas redes sociais representa uma forma de atuação direta na construção dos rumos políticos do país.
“Imagino que cada um de vocês deve estar olhando no espelho e dizendo assim: ‘Eu faço parte da história, estou construindo meu destino e vou batalhar por isso’. Parabéns para vocês”, declarou o senador.
Jaques Wagner defende continuidade das mobilizações populares
Ao abordar a relação entre a mobilização popular e as decisões políticas, Jaques Wagner defendeu que os atos continuem nos próximos anos. Segundo ele, a participação da sociedade será importante para pressionar o Congresso Nacional, que, em sua avaliação, deverá apresentar um perfil mais conservador a partir do próximo ano.
O senador também relacionou a força das manifestações à aprovação de pautas no Legislativo. Como exemplo, mencionou a proposta de jornada de trabalho no modelo 5×2, afirmando que a pressão popular teve influência na atuação dos parlamentares.
“Nós só aprovamos a 5×2 no Senado porque eles não tiveram coragem de enfrentar o grito das ruas. Isso vocês têm que ter muito claro na cabeça”, afirmou Wagner.
Na sequência, o parlamentar reforçou que a mobilização da população será fundamental para impulsionar debates e decisões no Congresso.
“A democracia, o Congresso Nacional brasileiro, que vai ter, a partir do ano que vem, um perfil muito mais conservador do que o atual, só vai andar com o grito da rua, com a batucada de vocês, com o empurrão de vocês”, acrescentou.
Senador relembra participação política durante a ditadura militar
Durante a conversa, Wagner também estabeleceu um paralelo entre as mobilizações atuais e suas primeiras experiências de participação política, ainda na juventude, durante a ditadura militar brasileira.
O senador contou que tinha 17 anos e estudava no centro do Rio de Janeiro quando o estudante Edson Luís foi assassinado, em 1968. O episódio provocou protestos e mobilizações estudantis, entre elas a Passeata dos Cem Mil, realizada naquele mesmo ano.
Ao comentar os atos recentes, Wagner afirmou que a presença dos jovens nas ruas o fez recordar aquele período de sua vida.
“Quando eu vi vocês tomando as ruas agora, confesso que eu me lembrei dos meus tempos de 17 anos. Vocês estão empurrando a democracia brasileira e têm que continuar empurrando”, declarou.
O encontro com Erika Hilton integrou a programação do Samba da Democracia, em Salvador, e teve como um dos principais temas a participação da juventude na política, a mobilização social e os desafios da democracia brasileira.
