A programação em homenagem ao Dia Nacional da Baiana de Acarajé, celebrado em 25 de novembro, começou com a realização da Feira da Saúde das Baianas, nesta terça-feira (18), no Memorial das Baianas, na Praça da Cruz Caída, no Centro Histórico de Salvador.
Promovida pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) em parceria com a Associação Nacional das Baianas de Acarajé e Mingau, Receptivo e Similares (Abam), a ação oferece serviços essenciais como vacinação, aferição de pressão arterial, dosagem de glicemia, orientação odontológica, testes rápidos e distribuição de autotestes para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). O evento também inclui atividades educativas e encaminhamentos para unidades básicas de saúde.
A baiana Joane Rocha, de 47 anos, participou da ação realizando testes para detecção de ISTs e atualizando seu calendário vacinal.
“É o dia que tiramos para cuidar da gente. Trabalhamos muito fazendo comida boa para todo mundo e quase nunca paramos. Essa feira é uma homenagem muito legal. Estava com uma vacina atrasada, aproveitei para tomar e agora está tudo em dia”, contou.
Para a presidente da Abam, Rita Santos, a feira representa um momento importante de autocuidado para as profissionais.
“Todo ano fazemos esse evento que, além de comemorativo, é um alerta para as baianas cuidarem de si. Tentamos trazer o maior número possível de baianas para esse momento de zelo e atenção à saúde”, destacou.
A expectativa da associação é que ao menos 500 das 2 mil baianas cadastradas participem das atividades.
“Divulguei em todos os grupos de WhatsApp pedindo que todas compareçam. Sei que trabalham muito, ainda mais nessa época do ano, mas é importante tirar um dia para cuidar da saúde. Esse dia é hoje”, reforçou Rita.
Além das baianas, a iniciativa também acolhe outros trabalhadores do Centro Histórico.
“Cuidamos das baianas e também dos demais vendedores e vendedoras do Pelourinho. A ideia é atender a todos que precisam”, completou a presidente da Abam.
O público participante ainda recebe preservativos, autotestes de HIV e cartilhas com serviços destinados à população LGBT.
A subcoordenadora do Distrito Sanitário do Centro Histórico, Daniele Brivh, destacou a importância da ação como oportunidade de acesso rápido a cuidados básicos.
“Montamos um mutirão com serviços que vão desde dosagem de glicemia e aferição de pressão até testes rápidos, com encaminhamentos quando necessários. Realizamos essa iniciativa todos os anos para cuidar das baianas, essas mulheres que são verdadeiras anfitriãs da nossa cidade”, afirmou.
