A Receita Federal intensificou o combate à falsificação de produtos esportivos e apreendeu mais de 965,5 mil camisas piratas de times e seleções de futebol em operações realizadas nos últimos meses. As ações ocorreram nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Roraima e resultaram na retirada de circulação de mercadorias avaliadas em aproximadamente R$ 50 milhões.
Segundo o órgão, a estimativa é que a comercialização desses produtos causaria uma sonegação de cerca de R$ 39 milhões em tributos. As apreensões ganham destaque em um período de aumento da procura por uniformes esportivos, impulsionada pela proximidade da Copa do Mundo.
Entre as principais operações realizadas está a fiscalização no Porto de Santos, responsável pela apreensão de cerca de 428 mil camisas falsificadas. Nos portos do Rio de Janeiro, três ações distintas resultaram na retenção de outras 252 mil peças. Já em São Paulo, a chamada “Operação Desvio de Rota”, ainda em andamento, contabiliza aproximadamente 285 mil uniformes apreendidos. Em Roraima, mais de 500 peças foram encontradas em uma transportadora.
Uma das maiores apreensões individuais ocorreu em 27 de maio, no Porto de Santos. Na ocasião, fiscais da Receita Federal encontraram mais de 120 mil camisas falsificadas em um único contêiner. Entre os produtos estavam uniformes de seleções tradicionais como Brasil, Argentina, Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, Canadá, Colômbia, México e Japão.
Além das seleções nacionais, também foram identificadas réplicas ilegais de camisas de clubes brasileiros, incluindo Flamengo, Botafogo, Santos, Portuguesa e Atlético Mineiro.
A Receita Federal informou que os números divulgados representam apenas parte das apreensões realizadas recentemente. De acordo com o órgão, mais de 100 operações de combate à pirataria foram executadas nos últimos meses em todo o país, e um balanço nacional consolidado ainda está sendo elaborado. Novas fiscalizações já estão previstas para os próximos meses.
Em nota oficial, a Receita destacou que o combate à falsificação vai além da proteção das marcas e da arrecadação tributária. “Combater falsificação não é defender preço alto; é defender legalidade, consumidor, empregos formais, arrecadação e concorrência justa”, afirmou o órgão.
As autoridades alertam que a compra de produtos falsificados pode prejudicar a economia formal, reduzir a arrecadação de impostos e estimular práticas ilegais que afetam diversos setores produtivos do país.
