A Prefeitura de Salvador deu continuidade nesta terça-feira (9) a uma nova etapa das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A estratégia inclui a utilização de carros de fumacê em bairros com maior incidência de arboviroses na capital baiana.
A operação é coordenada pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em parceria com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), e teve início na segunda-feira (8). Os trabalhos seguem até a próxima sexta-feira (12), contemplando localidades como Periperi, Praia Grande, Rio Sena, Fazenda Coutos, Coutos, Valéria, Paripe, Cajazeiras, Nazaré, Comércio, Bonfim, Calabar e Tororó.
De acordo com a SMS, a aplicação espacial do inseticida ocorre nos horários de maior atividade do mosquito, entre 4h e 8h da manhã e após as 17h. Além da circulação dos veículos de fumacê, equipes de agentes de combate às endemias realizam visitas durante o dia para eliminar criadouros e aplicar inseticidas em áreas consideradas estratégicas.
O secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, destacou que a iniciativa faz parte de um conjunto de medidas preventivas para conter a proliferação do mosquito e reduzir o número de casos das doenças.
“Essa é uma estratégia importante para reduzir a circulação do mosquito e proteger a população contra dengue, zika e chikungunya. Nosso compromisso é atuar de forma antecipada, fortalecendo a vigilância e cuidando das pessoas por meio de ações que contribuam para evitar novos casos dessas doenças”, afirmou.
A diretora de Vigilância à Saúde da SMS, Andrea Salvador, reforçou que a principal medida de combate ao Aedes aegypti continua sendo a eliminação dos focos dentro das residências.
“Cerca de 80% dos focos do Aedes aegypti identificados em Salvador estão localizados em ambientes intradomiciliares. Isso significa que a maior parte dos criadouros está dentro das residências, em recipientes que acumulam água e muitas vezes passam despercebidos”, explicou.
Orientações para a população
Durante a passagem dos carros de fumacê, a recomendação é que os moradores evitem exposição direta ao inseticida até a conclusão da aplicação. A Prefeitura também orienta a população a manter caixas d’água devidamente fechadas, eliminar recipientes que possam acumular água parada e denunciar terrenos abandonados ou locais com potencial para proliferação do mosquito por meio do serviço Fala Salvador 156.
As autoridades reforçam que a colaboração da população é fundamental para reduzir os focos do Aedes aegypti e evitar o aumento dos casos de dengue, zika e chikungunya na capital baiana.
